Há uma coisa que me assusta:
acordar um dia e aperceber-me
de que já não é manhã,
que estou sozinha,
que não me conheço.
Só que há outra coisa
que me assusta ainda mais:
é acordar um dia e aperceber-me
que já não te vou ver.
Que importa então
se ainda é manhã ou não?
Que importa a solidão?
Eu só te quero junto a mim;
se for assim
coisas melhores virão.
setembro 29, 2010
Decadência
Olha para o que me fazes.
A pouco e pouco,
invades a minha mente.
Dou por mim a absorver
cada coisa que dizes ou que fazes,
cada olhar, cada sorriso,
cada gesto.
Dou por mim a pensar em ti,
quase que incessantemente.
Olha para o que me fizeste.
Destruíste o equilíbrio
da minha consciência.
Ela podia definir,
separar, escolher
aquilo que eu bem quisesse.
Mas agora já não.
Porquê?
Estou desolada e feliz.
A pouco e pouco,
invades a minha mente.
Dou por mim a absorver
cada coisa que dizes ou que fazes,
cada olhar, cada sorriso,
cada gesto.
Dou por mim a pensar em ti,
quase que incessantemente.
Olha para o que me fizeste.
Destruíste o equilíbrio
da minha consciência.
Ela podia definir,
separar, escolher
aquilo que eu bem quisesse.
Mas agora já não.
Porquê?
Estou desolada e feliz.
Ainda Vale A Pena
Ainda vale a pena amar-te
pelo brilho que há no teu olhar
e que teima em não morrer.
Ainda vale a pena esperar-te
porque quem espera desespera,
contudo sempre alcança.
E ainda que morra uma borboleta,
que o sol se apague
deixando a escuridão reinar,
eu vejo uma luz ao fundo
quase a tocar no mar
quease beijando as nuvens
e que me diz alegremente
"Ainda vale a pena viver",
porque sei que um dia
ainda te vou ter.
pelo brilho que há no teu olhar
e que teima em não morrer.
Ainda vale a pena esperar-te
porque quem espera desespera,
contudo sempre alcança.
E ainda que morra uma borboleta,
que o sol se apague
deixando a escuridão reinar,
eu vejo uma luz ao fundo
quase a tocar no mar
quease beijando as nuvens
e que me diz alegremente
"Ainda vale a pena viver",
porque sei que um dia
ainda te vou ter.
Companhia
Adorava escrever um poema perfeito...
Não consigo!
Tu não estás comigo...
Se pudesse, levitava e beijava o infinito...
Não consigo!
Tu não estás comigo...
Queria esvaziar um oceano
Para procurar um lindo peixe de cristal...
Não consigo!
Porque tu não estás comigo...
Quando estás junto de mim
Tudo é possível.
Até mesmo ser quem nunca fui.
Não consigo!
Tu não estás comigo...
Se pudesse, levitava e beijava o infinito...
Não consigo!
Tu não estás comigo...
Queria esvaziar um oceano
Para procurar um lindo peixe de cristal...
Não consigo!
Porque tu não estás comigo...
Quando estás junto de mim
Tudo é possível.
Até mesmo ser quem nunca fui.
Aula de História
Estou numa aula de História
Quieta e muito calada.
Só tu estás na minha mente
Pois não penso em mais nada.
Olho para a porta
À espera que tu entres
Entretanto fico triste
Pois teus olhos estão ausentes.
Finalmente acaba a aula
Saio e então te vejo
Lá se vai o meu sonho
Pois não mereço o teu beijo...
Sabes que mais? Quem te conhece
Nem sabe a sorte que tem.
E tu próprio desconheces
Aquela que eu tenho também.
Quieta e muito calada.
Só tu estás na minha mente
Pois não penso em mais nada.
Olho para a porta
À espera que tu entres
Entretanto fico triste
Pois teus olhos estão ausentes.
Finalmente acaba a aula
Saio e então te vejo
Lá se vai o meu sonho
Pois não mereço o teu beijo...
Sabes que mais? Quem te conhece
Nem sabe a sorte que tem.
E tu próprio desconheces
Aquela que eu tenho também.
Quero Acreditar
Quero acreditar
que ele me dá importância.
Quero acreditar
que um dia ficaremos juntos:
eu serei o seu ombro,
ele será o meu contentamento.
Quero acreditar
que não o irei perder
que ficarei junto a ele
seja por um instante ou mais,
que ele será um amigo.
Contudo, para acreditar
é necessário não desistir.
Não desistir de acreditar
num futuro risonho.
E risonhos serão os meus dias
se souber que ele virá comigo
para onde eu for.
Estas Mãos
Estas mãos que tenho
não foram feitas para servir.
Nem sequer para despejar
a ira contida em mim.
Então, foram feitas para quê?
Esperem, eu sei a resposta.
Foram feitas para dar azo
àquilo que me apetece pensar,
àquilo que me apetece sentir.
O que penso e o que sinto
transponho para um papel.
Também foram feitas
para colocar nas tuas,
para acalmar aquilo que pensas,
que sentes,
e que não transpões para um papel,
mas sim para os meus olhos
e para o meu coração.
setembro 28, 2010
Tristeza I
Choro por ti.
Oh, se soubesses que eu choro por ti...
É uma súbita e momentânea tristeza.
Tristeza por não te tocar,
tristeza porque este mundo é injusto
e tu és injusto contigo próprio!
Não queres algo melhor?
Queres ficar-te por aí, pela dor,
pelo medo de perder?
Não queres ver-me
com olhos de ver?
Está bem, eu aceito.
Mas depois não digas
que eu não estava lá,
quando precisaste de palavras
que te pudessem fazer sorrir.
Oh, se soubesses que eu choro por ti...
É uma súbita e momentânea tristeza.
Tristeza por não te tocar,
tristeza porque este mundo é injusto
e tu és injusto contigo próprio!
Não queres algo melhor?
Queres ficar-te por aí, pela dor,
pelo medo de perder?
Não queres ver-me
com olhos de ver?
Está bem, eu aceito.
Mas depois não digas
que eu não estava lá,
quando precisaste de palavras
que te pudessem fazer sorrir.
Tristeza II
Partiste
e para mim a luz do sol
nunca mais foi a mesma.
Foste embora
e dificilmente alguém me arranca
um sorriso dos lábios.
Ficaste longe de mim
e o meu coração ficou perdido
e quis esquecer-te...
Querer nem sempre é poder.
Verto uma lágrima
e ela corre devagarinho,
solitária, pelo meu rosto.
Qual luz do sol
se agora tudo é escuridão?
O Que Nos Une
O que é que nos une?
Que nome se dá a esse algo
que ambos sentimos?
O que nos faria percorrer os mesmos caminhos,
chorar as mesmas lágrimas,
suportar os mesmos medos,
gerar as mesmas ideias?
Um pouco de coincidência?
Talvez não.
O que nos une é forte.
Basta sabermos isso.
Que nome se dá a esse algo
que ambos sentimos?
O que nos faria percorrer os mesmos caminhos,
chorar as mesmas lágrimas,
suportar os mesmos medos,
gerar as mesmas ideias?
Um pouco de coincidência?
Talvez não.
O que nos une é forte.
Basta sabermos isso.
Anjo de Asas Quebradas
Sou um anjo de asas quebradas
Que tenta voar e não consegue.
O céu não me chega, não é para mim
Eu quero algo mais infinito
Tão infinito quanto o meu amor
Aquele que só a ti te posso dar.
Quem me dera voar e saber onde estás
O que fazes, o que dizes, e saber se pensas em mim.
Não me conheces, eu sei
Mas mesmo os anjos de asas quebradas
Conseguem viver no pensamento
Daqueles que procuram ser felizes
E que esperam estar a percorrer o caminho certo.
O meu caminho só a ti se dirige
As nossas estradas estão cruzadas
E quem me dera poder encontrar-te
E perguntar-te se me amas.
Sou um anjo de asas quebradas
Que é capaz de voar.
Tenho as asas quebradas
Mas não o meu coração.
Grandiosa
As minhas palavras...
Não são ouvidas.
Os meus desejos...
Não são consumados.
Os meus gestos...
Não são explícitos.
Os meus pensamentos...
Não são compreendidos.
As minhas emoções... Nada dizem.
Os meus sonhos... Nada valem.
Os meus sentimentos... Nada mostram.
As minhas ideias... Nada significam.
No entanto, tu existes!
E graças a ti,
sinto-me grandiosa, alguém,
e sobretudo amada.
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